“Em 2018, vamos imprimir um ritmo maior ao ITV, com mais dinamismo”, anuncia Joaquim Francisco “Em 2018, vamos imprimir um ritmo maior ao ITV, com mais dinamismo”, anuncia Joaquim Francisco
Ao concluir nesta segunda-feira (4/12) o último debate do projeto “Conjuntura ITV” de 2017, o presidente do Instituto Teotonio Vilela de Pernambuco, o ex-governador... “Em 2018, vamos imprimir um ritmo maior ao ITV, com mais dinamismo”, anuncia Joaquim Francisco

Ao concluir nesta segunda-feira (4/12) o último debate do projeto “Conjuntura ITV” de 2017, o presidente do Instituto Teotonio Vilela de Pernambuco, o ex-governador Joaquim Francisco, anunciou que pretende imprimir em 2018 “mais dinamismo” às discussões do instituto. Somente este ano, foram 38 encontros nos quais foram debatidos vários temas da atualidade, fechando ontem à noite com a “Cultura em perspectiva” com a participação dos mestres em economia pela Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Bertini e Jocildo Fernandes. O debate ocorreu na sede do PSDB-PE, no bairro do Derby.

“Pretendemos imprimir um ritmo de debates do ITV com maior dinamismo em 2018. Esses encontros são necessários para que a gente possa formar opinião, discutir os problemas nacionais. Tenho mostrado a companheiros de outros partidos que o ITV tem sido um organismo vivo, não apenas o instituto no Estado, mas o nacional. O senador José Aníbal vem fazendo encontros, publicando artigos, e eu tenho participado quase semanalmente de debates nas universidades”, informou Joaquim.

O presidente do ITV-PE disse que é difícil buscar uma saída para a crise brasileira, tratando de forma séria dos problemas do país, sem realizar encontros como vem fazendo o Instituto Teotonio Vilela. “É uma contribuição que damos através do ITV e estou absolutamente motivado para que a gente segure essa chama porque 2018 é ano de decisão e como escolher os melhores se não houver a consciência, pelo menos básica, dos problemas existentes no país?”, provocou.

Palestrante da noite, Alfredo Bertini abordou a cultura a partir da representatividade econômica do setor. Segundo ele, há um grave desconhecimento, até daqueles que integram a área, da importância desse segmento que, somente do ponto de vista do audiovisual, “representa o que é a indústria têxtil no que se refere ao PIB e à geração de emprego e renda”. Ele lamentou o fato de se observar a cultura apenas pelo “lado artístico”, esquecendo-se de que esse é um setor que é muito “empreendedor”.

“Os recursos que são disponibilizados para esse setor, através do Fundo Setorial do Audiovisual, representam hoje R$ 1,3 bilhão/ano de captação. Para vocês terem uma ideia, isso significa três vezes mais o orçamento do próprio ministério da Cultura. Ao longo dos últimos anos, foram descontingenciados algo em torno de R$ 2,5 bilhões, mas ainda há uma reserva estratégica de R$ 4 bilhões nesse Fundo. Então são recursos bem consideráveis, mas que ainda não têm bom conhecimento político e sofrem pela falta do próprio setor de entender sua força econômica”, lamentou Bertini. O pernambucano ocupou a Secretaria Nacional do Audiovisual do governo Temer.

O mestre e doutor em Economia, Jocildo Fernandes, abordou a forma como o ministério usa os instrumentos de fomento à cultura. Segundo ele, a cultura no Brasil está subordinada ao ciclo da economia e, diante da instabilidade econômica pela qual o país atravessa, “é difícil garantir um desenvolvimento sustentável da cultura”.

“O novo conceito de desenvolvimento incorpora a ideia de que se deve desenvolver a capacitação do indivíduo e ampliar o rol de opções dele na sociedade. Nós temos milhões de cidadãos que não participam do ato de pensar o país. Pelo entendimento da Unesco, se você quer ter desenvolvimento econômico precisa ter desenvolvimento cultural. Mas a cultura no Brasil está subordinada ao ciclo da economia e, com essa instabilidade, é difícil garantir um desenvolvimento sustentável da cultura. A partir de 2010 nota-se claramente um declínio constante dos recursos destinados à cultura”, destacou Fernandes.

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