Coluna desta terça (15): Mesmo preso, Lula dispara na corrida presidencial

A Pesquisa realizada pelo instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril em Curitiba, segue liderando a preferência da maioria dos eleitores brasileiros. Foram vários os cenários colocados na pesquisa abaixo vamos destrinchar. Na modalidade estimulada, Lula 32,4%, Jair Bolsonaro 16,7%, Marina Silva 7,6%, Ciro Gomes 5,4%, Geraldo Alckmin 4,0%, Álvaro Dias 2,5%, Fernando Collor 0,9%, Michel Temer 0,9%, Guilherme Boulos 0,5%, Manuela D´Ávila 0,5%, João Amoêdo 0,4%, Flávio Rocha 0,4%, Henrique Meirelles 0,3%, Rodrigo Maia 0,2%, Paulo Rabello de Castro 0,1%, Branco/Nulo 18,0%, Indecisos 8,7%. Sem Lula, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) manteve a liderança nos. Em comparação com o levantamento de dois meses atrás, Bolsonaro oscilou para baixo, dentro da margem de erro, e aparece com 18,3%. Ele é seguido pela ex-senadora Marina Silva (Rede) e pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que registraram, respectivamente, 11,2% e 9,0% das intenções de voto. Quase no limite da margem, de 2,2% para mais ou para menos, aparece o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano caiu mais de três pontos em relação ao levantamento de março – eram 8,6%, agora são 5,3%.

Nota

A Pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas das cinco regiões do país.

Cenários

Em vários cenários colocados os números mudam muito em se tratando da presença ou não de lula no páreo.

Cenário com Lula, Temer e Meirelles

• Lula (PT) –32,4%

• Jair Bolsonaro (PSL) – 16,7%

• Marina Silva (Rede) – 7,6%

• Ciro Gomes (PDT) – 5,4%

• Geraldo Alckmin (PSDB) – 4,0%

• Alvaro Dias (Podemos) – 2,5%

• Fernando Collor (PTC) – 0,9%

• Michel Temer (MDB) – 0,9%

• Guilherme Boulos (Psol) – 0,5%

• Manuela D´Ávila (PCdoB) – 0,5%

• João Amoedo (Novo) – 0,4%

• Flávio Rocha (PRB) – 0,4%

• Henrique Meirelles (MDB) – 0,3%

• Rodrigo Maia (DEM) – 0,2%

• Paulo Rabello de Castro (PSC) – 0,1%

• Branco/Nulo – 18,0%

• Indeciso – 8,7%

Cenário sem Lula, Barbosa e Temer

• Jair Bolsonaro (PSL) – 18,3%

• Marina Silva (Rede) – 11,2%

• Ciro Gomes (PDT) – 9,0%

• Geraldo Alckmin (PSDB) – 5,3%

• Alvaro Dias (Podemos) – 3,0%

• Fernando Haddad (PT) – 2,3%

• Fernando Collor (PTC) – 1,4%

• Manuela D´Ávila (PCdoB) – 0,9%

• Guilherme Boulos (Psol) – 0,6%

• João Amoêdo (Novo) – 0,6%

• Henrique Meirelles (MDB) – 0,5%

• Flávio Rocha (PRB) – 0,4%

• Rodrigo Maia (DEM) – 0,4%

• Paulo Rabello de Castro (PSC) – 0,1%

• Branco/Nulo – 29,6%

• Indecisos – 16,1%

Cenário reduzido com Alckmin

• Jair Bolsonaro (PSL) – 19,7%

• Marina Silva (Rede) – 15,1%

• Ciro Gomes (PDT) – 11,1%

• Geraldo Alckmin (PSDB) – 8,1%

• Fernando Haddad (PT) – 3,8%

• Branco/Nulo – 30,1%

• Indeciso – 12,1%

Cenário reduzido com Meirelles

• Jair Bolsonaro (PSL) – 20,7%

• Marina Silva (Rede) – 16,4%

• Ciro Gomes (PDT) – 12,0%

• Fernando Haddad (PT) – 4,4%

• Henrique Meirelles (MDB) – 1,4%

• Branco/Nulo – 31,7%

• Indeciso – 13,4%

Explicando

No cenário de primeiro turno com Lula, o instituto colocou dois candidatos do mesmo partido, no caso o presidente Michel Temer (MDB) e o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB). A lei eleitoral, porém, não permite que um partido lance dois candidatos diferentes para disputar cargos no Executivo.

Mais perguntas

Questionado sobre o fato, o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio Andrade, disse inicialmente que poderia ter sido “um erro” na pesquisa. Em seguida, declarou que o objetivo era fazer o menor número de cenários possíveis para que o levantamento não ficasse tão complicado.

Dados da pesquisa

O levantamento elencou ainda cinco candidatos para testar dois outros cenários reduzidos de primeiro turno. Nos dois cenários aparecem: Bolsonaro, Marina, Ciro e Haddad. A diferença entre eles é que um traz o ex-governador de São Paulo Alckmin e outro, o Meirelles. Jair Bolsonaro lidera um deles e fica empatado tecnicamente com Marina Silva no outro.

Tá ruim viu!

A popularidade do presidente Michel Temer pouco se alterou nos últimos meses, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira, que mostrou que a avaliação negativa do governo foi a 71,2%, ante 73,3% em maio. A pesquisa do instituto MDA para a Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou que a avaliação positiva se manteve em 4,3%. A margem de erro da sondagem é de 2,2 pontos percentuais.

De ladeira abaixo

Ainda de acordo com o levantamento, a fatia dos que desaprovam o desempenho pessoal do presidente é de 82,5% –era de 83,6% em março–, enquanto os que aprovam somam 9,7%, em comparação a 10,3%.

Justo

A Primeira Câmara do TCE, em processos que tiveram como relatora a conselheira Teresa Duere, emitiu parecer prévio recomendando à Câmara Municipal de Custódia a rejeição das contas de Governo do ex-prefeito Luiz Carlos Gaudêncio, e julgou irregular as contas de Gestão.

Como esse país vai dar certo um dia

Levantamento realizado pelo Tribunal de Contas referente ao último quadrimestre de 2017 constatou que 141 das 184 prefeituras pernambucanas (76%) excederam o limite de 54% da receita corrente líquida, com despesas de pessoal, contrariando à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Estudo

De acordo com o estudo, em 29 municípios (15%) esse tipo de despesa esteve entre o limite alerta e o limite prudencial (faixa entre 48,60% e 54% da receita). Em outros 12 municípios (6%) o percentual de despesas com pessoal se manteve abaixo do índice permitido. Duas cidades não publicaram o seu Relatório de Gestão Fiscal.

Base de dados

O trabalho, realizado pela Coordenadoria de Controle Externo, baseou-se nos dados extraídos dos Relatórios de Gestão Fiscal do terceiro quadrimestre de 2017, disponíveis no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI) do Ministério da Fazenda.

Prisão justa

Pesquisa CNT/MDA, divulgada hoje, mostra a maioria dos entrevistados (51%) considerou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “justa”, enquanto 38,6% consideraram a detenção do ex-presidente como injusta. Para 49,9% dos entrevistados, Lula não conseguirá disputa as eleições presidenciais deste ano. Esse porcentual é maior do que o dos que acreditam que, mesmo preso, o petista conseguirá participar do pleito de outubro, de 40,8%.